Contrariando uma tendência de certa arte contemporânea, insossa, árida, fria, e absolutamente gramatical, a arte de Sérgio Rabinovitz nos reintegra o prazer do texto; o deleite de interagir diretamente com um objeto estruturado esteticamente em que a técnica se alia à inventiva para desenvolver um discurso humano, vivo e sedutor. A maestria na manipulação das cores e a cuidadosa seleção temática são duas pedras de toque que subjazem de pronto no âmago desta pintura voltada para os valores de Eros; negando a mortificação desta sociedade necrófila de fim de século; optando pelo ludismo, pela alegria, pelo calor, pela vida – não são quadros, simplesmente, são seres vivos que atraem, que iluminam, pois têm luz própria, gerada pelo virtuosismo artesanal de Sérgio Rabinovitz a serviço de seu vívido e inquieto talento criador.

Ildásio Tavares
Salvador, 2003

In contrast to the trend in certain contemporary art that is insipid, arid, cold and absolutely grammatical, Sérgio Rabinovitz´s art reintegrates us into the pleasure of the text; the delight of interacting directly with an esthetically structured object in which technique is allied to/with the inventive to develop a lively and seductive human discourse. His mastery in manipulating colors and careful/attentive/mindful selection of theme are two touchstones that are immediately underlying in the soul/essence/at the core of this painting bent toward the values of Eros; denying the mortification of this necrophilic, end-of-the-century society; opting for the playful, for joy, for warmth/ardor/vivacity/animation, for life – they are not simply canvases, they are live beings that attract; that illuminate, for they have their own radiance/shine/brilliance generated by Sérgio Rabinovitz´s skillful virtuosity at the service of his vivid and questioning/restless creative talent.

Ildásio Tavares
Salvador, March 15, 2003

3d14d89dbfcec4ae7bd9aa3f475603ef