A POESIA DA COR

O Pelourinho, o carnaval, as festas de largo, o mar, a Bahia através de uma caligrafia pessoal, escrita desperta pelos sentidos de um olhar aberto para o agir humano sobre todas as coisas.

Ou será New York, o urbano com todos seus princípios e meios e fins, a metrópole do mundo atual, suas convergências e divergências, a luz de néon, avenidas, free-ways, metrô, subways, uma cidade que caminha sobre a cabeça, o graffiti, a assinatura do anonimato, a importância do gesto como perpetuação da passagem, a eternidade do passageiro.

Ou ainda, a síntese deste percurso, a fusão de uma preocupação de unir dois pólos de uma mesma viagem – Bahia/New York -, que tanto o influenciaram e o influenciam como tipos de visão do mundo filtrados em seu trabalho. Se New York é para ele um gestual com predomínio da minimal art – aí reside a sua redução de cores e meios -, a Bahia, por sua vez, permite a sua explosão, esta desde a caligrafia, passando pelas cores fortes, a emoção de integrar-se a festa do povo, recriando todo um acidental gráfico que observa a vivência.

New York ou Bahia, Sérgio Rabinovitz, um dos mais importantes artistas de sua geração, mostra com a explosão de seu desenho, o gestual de sua pintura, uma temática que tem no homem o seu centro gerador – ação humana por sua transitoridade – instigantes poemas cromáticos de rara beleza e contemporaneidade.
artigo no livro Outras Cores, 27 Artistas da Bahia –

Reportagens Plásticas, de Claudius Portugal
the poetry of color

pelourinho, carnaval, the street festivals, the sea, bahia through a personal calligraphy, written awakened by the senses from an open look at human action on all things.

or would it be new york, the urban with all of its beginnings, middles and ends, the metropolis of the current world, its convergings and
divergings, the neon light, avenues, freeways, metro, subways, a city that travels on your head, the graffitti, the signature of anonymity, the importance of the gesture as a perpetuation of the passing, the eternalness of the passenger.

or, moreover, a synthesis of this journey, a fusion of a preoccupation in uniting two poles of the same course – bahia/new york – that so influenced him and still influence him as types of visions of the world filtered in his work. if new york is gestural with predominance of minimal art – herein resides his reduction of colors and means – bahia, in its turn, allows his explosion, beginning with the calligraphy
and passing on to the strong colors, the emotion of penetrating into the feast ofthe people, re-creating a whole accidental graphics that celebrates existence.

new york or bahia, Sérgio Rabinovitz, one of the most important artists of his generation, shows by the explosion of his drawing, the gesture of his painting, a theme that has in man its generating nucleus – human action in its transitoriness – provocative, chromatic poems of rare beauty and contemporaneity

Reportagens Plásticas, by Claudius Portugal

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